segunda-feira, 18 de outubro de 2021

6ª publicação- Prática Educativa: Reaproveitamento de materiais para a confecção de uma Ecobag

Tema: Reaproveitamento de materiais para a confecção de uma Ecobag.

Disciplinas Envolvidas: Ciências, Artes e Educação Física.

Objetivo: Reaproveitar materiais presentes em casa.

Discutir a importância da reutilização de materiais para a preservação do meio ambiente a partir da Educação Ambiental.

Elaborar uma sacola em sala de aula para que seja uma alternativa para os estudantes levarem ao supermercado, visando a diminuição do uso de sacolas plásticas.

Problematização: Um dos temas mais debatidos atualmente é a preservação ambiental, devido a atitudes consumistas e o acúmulo significativos de resíduos que são gerados. Nesse contexto, as sacolas plásticas são consumidas em grande parte do mundo e os impactos negativos que as sacolas trazem para o meio ambiente é o descarte incorreto. Que pode causar desde a poluição visual por conta da disposição em ambientes como praças, parques, ruas, até o entupimento de bueiros, na alimentação de animais e por fim, a alteração do ecossistema e da biodiversidade (SANTOS, 2012).

Dessa forma, visando a preocupação com o aumento de resíduos gerados pelos humanos, surge a ideia de reutilização.

A  reutilização  de  materiais  que  antes  iriam parar no lixo e, consequentemente,  na maioria  das vezes, nos aterros sanitários, é, hoje, fundamental, tanto para quem está à frente do processo produtivo (pequenas e grandes  indústrias)  que  tem  nos  objetos  recicláveis  uma  opção  de  menor  custo, como  para  quem  colabora  para  a  preservação  do  meio  ambiente  e para  uma  boa qualidade de vida (BERTOLETTE, 2009, p.3960-3961).

Portanto, a reutilização se torna uma alternativa ambientalmente correta, diminuindo a concentração de resíduos que levariam anos para se decompor em aterros sanitários e da mesma forma, evita o descarte incorreto no ambiente.

Proposta: Sacola Ecobag

Ecobags são sacolas ecológicas criadas para substituir as sacolas plásticas em favor do meio ambiente e além de biodegradáveis, estas são reutilizáveis, podendo ser lavadas e usadas em diferentes situações do dia. E, em geral, são feitas de algodão ou outros materiais sustentáveis.

Dessa forma, propomos o desenvolvimento de uma sacola, que pode ser utilizada no dia a dia, com o reaproveitamento de materiais que temos em casa. Visando a diminuição do uso de sacolas plásticas. Além de ajudar a natureza, outra vantagem das ecobags, é que elas suportam muito mais peso do que o saco plástico, a sua duração média é de cinco anos, tempo que uma única pessoa utilizaria aproximadamente mil sacolas plásticas.

Para se tornar mais sustentável, pode-se utilizar materiais que temos em casa e que não tem um propósito, como: roupas usadas, fronhas, lençóis, jeans, blusas, camisetas, entre outros. Dessa forma, é possível dar finalidade a algo que estava prestes a ser descartado.

Materiais necessários:

  • Régua

  • Lápis

  • Tesoura

  • Cola de tecido

  • Tecido de algodão de 40 x 60 cm (ou maior se você preferir)

  • Duas tiras largas para as alças

Montagem:

1. Meça 2 cm a partir de todas as bordas do algodão, passe cola para tecido, dobre e espere secar para fazer a bainha

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

2. Marque a metade do tecido no sentido do comprimento com o auxílio de uma régua. Passe a cola nas duas bordas em uma das metades do tecido e dobre-o ao meio para colar as laterais e formar a bolsa.

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

3. Para fazer a colagem das alças, basta colar as pontas das tiras à sacola. 

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

4. Quando a sacola estiver seca, vire ela do avesso. E esta será a parte externa da sua ecobag.

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

5. Se o estudante se interessar em  customizar a sua ecobag, é necessário colocar um jornal ou papelão para a tinta não passar para o outro lado.

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

6. Por fim, os estudantes podem customizar ou enfeitar da forma que preferir, nesse momento, os educandos podem ousar na criatividade

Fonte: Youtube/vivasimplicidade

Após as referências, trazemos algumas ideias. É uma sugestão muito acessível e, o melhor, estaremos ajudando o planeta.


Referências: 

BERTOLLETI, V. A. A arte de construir brinquedos com materiais reutilizáveis. IX Congresso Nacional de Educação - EDUCERE - III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. 2009,  p. 26-27.

VIVASIMPLICIDADE. DIY: Sacola Ecológica Personalizada | ecobag. Youtube, 5 de ago. de 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M WhmwpKzy w. 

SANTOS, A. S. F. et al. Sacolas Plásticas: Destinações Sustentáveis e Alternativas de Substituição. Polímeros: Ciência e Tecnologia, v. 22, n. 3, p. 228-237, 2012.


Anexos: Alguns modelinhos que podem servir de inspiração:





Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.


5ª publicação- Prática Educativa: Possibilidades de solução para os resíduos sólidos

 Tema: Possibilidades de solução para os resíduos sólidos  

Disciplinas Envolvidas: Ciências: Ensino Fundamental. 

Objetivo:  Sensibilizar os estudantes sobre os impactos causados pelo descarte inadequado do  dos resíduos sólidos no ambiente

Discutir sobre a importância da separação e posterior reciclagem de resíduos.

Problematização: O consumo exagerado de produtos sem real necessidade e o descarte incorreto do “lixo” vem trazendo sérios impactos ao meio ambiente.

Proposta: Atividade 1

5) a) Formação de um grande grupo, sentados em suas cadeiras com suas respectivas cadeiras, formando um círculo;

b) Exposição de resíduos sólidos no meio do grande grupo (o lixo deverá ter materiais que se sub-agrupam e que contenham o mesmo número que os participantes, por exemplo: 5 tampas plásticas, 5 garrafas PET, 5 caixas de suco longa vida, 5 potes de vidro, 5 copos descartáveis).

c) A sala já deverá estar previamente preparada com o material descrito anteriormente;

d)  Nesse momento, com os estudantes em círculo,  inicia-se a aula com um texto reflexivo sobre coleta correta de resíduos,  de escolha do/a professor/a, podendo ser uma notícia, artigo ou história sobre o assunto “Lixo”, como por exemplo " o Brasil é o 4° produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1%". Podendo fazer uso de uma música calma para o fundo da leitura.

e) Propor a observação dos resíduos que está à frente, no centro do grupo;

f) Cada participante é convidado a escolher um dos resíduos;

g) Distribuição em grupos de acordo com o “lixo” escolhido – o grupo das tampinhas, o grupo das garrafas, etc...

h) Levantar as seguintes questões para análise em grupo, na qual os estudantes farão uma breve pesquisa em livros, internet, …, e anotar os dados em seu caderno.

- Tempo de decomposição;

- Impacto causado pela produção da embalagem;

- Análise do rótulo da embalagem;

- Qual o slogan do produto e apelo publicitário;

- Qual seria a opção para a reutilização do material?

i) Apresentação e discussão das análises com propostas de solução no grande grupo, tendo como referência as pesquisas por eles realizadas, por meio da leitura dos dados coletados ou outra forma de apresentação por eles definida.  


Referências:

ADAMS, Berenice. Sugestões de educação ambiental. Q.Divertido. Disponível em:https://qdivertido.com.br/verartigo.php?codigo=2 Acesso em: 15 set. 2021.



Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.

4ª publicação- Reciclagem e reaproveitamento de resíduos

A sociedade atual em crescente e em expansão apresenta um perfil com alto nível de consumo, o que consequentemente gera um aumento na produção de resíduos domésticos e industriais. Tais resíduos ao serem depositados em ambientes inadequados ou ainda quando não são recolhidos pelas empresas públicas responsáveis, tornam-se um problema sócio-ambiental, já que afeta não só o meio ambiente “natural”, mas também influencia diretamente no contexto social.

Nessa perspectiva, segundo AB’SABER (1996) a Educação Ambiental nos é apresentada como o conhecimento da estrutura, da composição e da funcionalidade da natureza e das interferências que os homens produzem nos respectivos âmbitos.

Desse modo, a reciclagem entra como um processo de reaproveitamento de materiais descartados. Seu grande objetivo é reintroduzi-los na cadeia produtiva a fim de que ainda geram valor e sejam reutilizados, reduzindo-se a produção de resíduos, aumentando a preservação dos recursos naturais e melhorando a qualidade de vida da sociedade. É considerada uma das alternativas mais eficientes para tratar os resíduos sólidos, tanto do ponto de vista ambiental quanto social. Entretanto, nem tudo são “maravilhas”, pois como toda prática a reciclagem apresenta seus prós e contras, sendo assim, aqui listamos alguns deles.

Prós: Aumento do tempo de vida e maximização do valor extraído das matérias-primas; poupanças energéticas; conservação dos recursos naturais; Desvio dos resíduos de aterros ou outras instalações de tratamento mais poluidoras; Participação ativa dos consumidores, o que implica uma maior consciência ambiental; Redução da poluição atmosférica e da poluição dos recursos hídricos; Criação de novos negócios e mercados para os produtos reciclados.

Contras: Alto custo de recolha, transporte e reprocessamento, principalmente, quando considerado o consumo de energia e água; É um trabalho que pode colocar as pessoas em situações perigosas, há inúmeras toxinas que os trabalhadores enfrentam todos os dias quando trabalham com um programa de reciclagem; Locais de reciclagem podem ser inseguros; Os pequenos contaminantes podem criar grandes problemas para os programas de reciclagem, uma vez que qualquer contaminante num recipiente de reciclagem pode estragar o lote inteiro processado; Por vezes alguns produtos (exemplo: papel reciclado), apresentam um maior custo materiais reciclados (em relação aos produzidos com matérias-primas virgens); Os produtos reciclados são de menor qualidade; Instabilidade dos mercados para materiais reciclados, os quais podem ser rapidamente distorcidos por alterações na oferta e procura (nacional ou internacional).

Sendo assim, concluímos que a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos vem com altos custos, na maioria das vezes, e os benefícios a longo prazo até falham em comparação com o alto investimento inicial, entretanto percebe-se que seja plástico, metal, vidro ou qualquer outro tipo de material utilizado no processo de reciclagem e reaproveitamento, os benefícios irão ainda ocorrer, mesmo que em escala inferior e esse processo se situa como uma possibilidade de nos ajudar a promover um ambiente mais limpo e seguro, sendo um tema continuamente debatido, em relação ao seu impacto para com Terra, pois a questão geralmente não é se a reciclagem é vantajosa, mas se vale ou não a pena.

Referências


LACERDA, L. Logística Reversa – Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. Disponível em http://www.cel.coppead.ufrj.br/fr-rev.htm.

BARBIERI, J.C. & DIAS, M. Logística reversa como instrumento de programas de produção e consumo sustentável. Revista Tecnologística. São Paulo: Ano VI, no. 77, Abril/2002.

AB'SÁBER, A. N. Amazônia: do discurso à práxis.  São Paulo: EDUSP, 1996.



Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.

3ª publicação - A Reciclagem de resíduos sólidos

 Através da reciclagem, os resíduos sólidos passam a ser visto de outra maneira, não como um final, mas como o início de um ciclo em que podemos preservar o meio ambiente, a participação consciente e a transformação de hábitos (MARODIN; MORAIS, 2004, p. 3).

Nesta perspectiva, a EA tem uma importância fundamental, pois permite a solução de vários problemas em nossa vida e novas ideias para a comunidade. Em concordância com essa ideia Zuben, (1998), afirma que o projeto da coleta seletiva nas escolas é importante, pois incentiva os estudantes a separarem os resíduos descartados, levando esse hábito para suas casas.

Considerando que:


Uma das principais alternativas para diminuir o problema do lixo é a reciclagem. No Brasil apenas 2 % dos municípios possuem programas de coleta seletiva. Uma das vantagens dela é o desafogamento e aumento da vida útil dos aterros sanitários e o envolvimento da população, significando uma conscientização ambiental na sociedade. (ZUBEN, 1998, p. 54).


Dessa forma, a EA necessita ser incorporada desde a Educação Infantil, com projetos na sala de aula construindo conhecimentos sobre a temática com os estudantes. Neste aspecto Britto (2000) destaca que, a escola é o ambiente mais propício para a abordagem de temas relativos à ecologia, saúde, higiene, preservação do meio ambiente e cidadania. Já, Rodrigues e Cavinatto (1997), consideram que a maior aliada dos programas de reciclagem é a coleta seletiva de resíduos. As pessoas devem ser bem orientadas, separando corretamente os materiais que podem ser usados na reciclagem, como papel, vidros, plásticos e metais.

Nesse sentido, foi desenvolvida uma pesquisa em uma escola de São Paulo em que por três dias os estudantes coletaram os resíduos produzidos nas salas de aula, no pátio, na cozinha e nos banheiros, separando os diferentes tipos de materiais e quantificando cada um deles. No final desse período, foi possível avaliar a composição desses resíduos produzidos nos diversos setores do estabelecimento.

Portanto, os benefícios obtidos no processo da reciclagem de resíduos são significativos para a sociedade, para a economia do país e, principalmente, para a natureza. O planeta não suporta mais o ritmo de exploração ambiental que o homem impôs a ele. Por isso, a Educação Ambiental é fundamental na tentativa de sensibilizar os estudantes, como a sociedade em geral, da importância da preservação dos recursos naturais e da necessidade de mudança de hábitos visando à conservação do Meio Ambiente. 


Referências


BRITTO, C. Educação e Gestão Ambiental. Salvador: Ministério do Meio Ambiente, 2000.


MARODIN, V. S, MORAIS, G. A. Educação Ambiental com os temas geradores de lixo e água e a confecção de papel reciclável artesanal. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte. UEMS, 2004. 7 p.


RODRIGUES, F. L, CAVINATTO, V. M. Lixo. De onde vem? Para onde vai? São Paulo: Moderna. 1997


ZUBEN, F. V. Meio Ambiente, Cidadania e Educação. Departamento de Multimeios. Unicamp. Tetra Pak Ltda. 1998..



Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.

2ª publicação - Introdução à Educação Ambiental

Considerando que a EA necessita de um processo contínuo de aprendizagem, baseado no respeito a todas as formas de vida, afirmando valores e muitas ações que contribuem para a formação social do homem e a preservação do meio ambiente. Assim, ela surge como resposta à preocupação da sociedade com o futuro do planeta.

Para trabalharmos com EA é fundamental saber o que ela é, onde surgiu e a que ela se propõe. E, nada como um pouco de história para compreendermos melhor o contexto. A partir dos anos 60, a ecologia tornou-se um assunto de debate no processo de transformação da sociedade. Com a utilização irregular do meio ambiente e o crescimento populacional, a Educação Ambiental se tornou parte integrante de nossas vidas.

A ideia do que veio se chamar EA surgiu na Conferência de Estocolmo, em 1972, e foi ao longo do tempo sendo construída por educadores e ambientalistas de todas as partes do nosso planeta. Tendo, por volta de 1979, se tornado uma prática mundial.

Nessa época, período de ditadura cívico-militar no Brasil, foi realizada no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a qual contribuiu para a divulgação da EA, que passou a ser obrigatória em vários projetos relacionados com a busca de solução para os problemas socioambientais. Mas por falta de compreensão sobre o que ela é e por que fazê-la, não obtiveram muito sucesso. 

Atualmente, o meio ambiente está sendo destruído pela má atuação do homem, que se utiliza, de forma impensada, das matérias-primas e outros recursos que a natureza oferece. De acordo com os diversos meios de comunicação que trazem à tona, e de forma alarmista, os problemas globais relacionados à degradação do meio ambiente, havendo uma maior preocupação e necessidade de se tomar uma atitude em prol da natureza.

Nesse sentido, Guimarães (1995, p. 27), chama a atenção para o aspecto da participação, dizendo que a escola deverá, embasada pela EA,

"extrapolar os muros", permitindo a participação da sociedade em geral e o envolvimento da comunidade; será preciso "ressaltar a visão crítica e criativa da escola"; possibilitar "a participação interdisciplinar e multiprofissional"; providenciar para que os programas não sejam "desenvolvidos com base em situações abstratas", e ainda "buscar na comunidade as alternativas de solução", entre outras coisas.

Dessa forma, no contexto da prática pedagógica e curricular, o trabalho de EA necessita ser desenvolvido a fim de ajudar os estudantes a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria. Para isso é importante que possam atribuir significado àquilo que aprendem sobre a questão ambiental. E esse significado é resultado da ligação que o estudante estabelece entre o que aprende e a sua realidade cotidiana, da possibilidade de estabelecer ligações entre o que aprende e o que já conhece, e também da possibilidade de utilizar conhecimento em outras situações.

Referências

GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas - SP: Papirus, 1995.

ROSA, M. A. et al. As perspectivas de Ambiente e de Educação Ambiental nos Projetos de Professores da Educação Básica em um Curso de Formação Continuada. Ambiente & Educação. v. 22, n. 2, p. 88-108, 2017. Disponível em: https://periodicos.furg.br/ambeduc/article/view/7335/5095.



Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.

1ª Publicação- Introdução à Educação Ambiental

As questões ambientais estão cada vez mais sendo discutidas em nossa sociedade, levando em conta a sua problemática atual. Nesse sentido, é essencial que a Educação Ambiental seja problematizada em todos os níveis dos processos educativos. E, considerando que é na escola que o estudante dará sequência ao seu processo de socialização, se faz necessário que os comportamentos ambientalmente corretos sejam aprendidos na prática, no decorrer da vida escolar, com o intuito de contribuir para a formação de cidadãos ambientalmente responsáveis, dessa forma, a escola necessita oferecer aos seus estudantes conhecimentos ambientais de forma contextualizada com sua realidade vivencial.

No campo educacional a Educação Ambiental pode ser considerada um tema transversal, ela possibilita ao professor o diálogo ao apresentar as questões socioambientais juntamente com os conteúdos curriculares, entre outros assuntos, permite a compreensão de fenômenos naturais. Para (Schulz et al. 2012) a Educação Ambiental abrange muito mais do que compreendemos, como por exemplo a construção de conhecimento, habilidades, atitudes, competência e valores sociais, pois com ela é possível discutir muitos assuntos sob dimensões éticas, políticas, tecnológicas e sociais, ou seja, proporcionando aos estudantes uma visão crítica. Do mesmo modo, possibilitando a formação de cidadãos capazes de pensar e agir criticamente na sociedade, assim como, transformá-la, em vista disso, a educação é fundamental.

Nesse sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) firmavam para os educadores a importância de se trabalhar a Educação Ambiental como forma de sensibilização dos educandos, com a finalidade de integrar diversas áreas do conhecimento. Hoje, apesar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não tratar a Educação Ambiental como elemento integral dos estudantes (ANDRADE; PICCININI, 2017) a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) ressalva a sua importância da sua interação “de forma articulada em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal” (BRASIL, 1999, art. 2º) e a regulamentação do ano de 2002 considera a “integração da Educação Ambiental nas disciplinas de forma transversal, contínuo e permanente” fortalecendo a sua relevância.

É notável esta prática ambiental apenas em disciplinas de Ciências e Geografia, e, por se tratar de uma temática transversal, há necessidade de ser trabalhada se não em todas, em grande parcela das disciplinas, problematizando ideias antropocêntricas, fazendo com que os estudantes percebam que estes fazem parte do meio ambiente. Por tanto, se torna cada vez mais necessário firmar a Educação Ambiental numa perspectiva crítica, transformadora e emancipatória no ensino.


Referências

ANDRADE, M. C. P de; PICCININI, C. L. Educação Ambiental na Base Nacional Comum Curricular: retrocessos e contradições e o apagamento do debate socioambiental. IX Encontro Pesquisa em Educação Ambiental. 2017.

BRASIL. Decreto nº 4281, de 25 de junho de 2002. Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4281.htm>. Acesso em 04 out. de 2021.

BRASIL. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental, Institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras Providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9795.htm. Acesso em 04 out. 2021.

MEDEIROS, A. B de. et al. A importância da educação ambiental na escola nas séries iniciais. Revista Faculdade Montes Belos, v.4, n.1,set.2011.

SCHULZ, M . et.al. Educação ambiental na educação básica e superior segundo licenciandos de ciências biológicas e professores em exercício. Rev. Eletrônica Mestr. Educ. Ambient, v. 29, 2012.


Publicado por Letícia Barbieri Martins, cujos autores são João Vitor Bocacio, Letícia Barbieri Martins e Sabrina Rakowski dos Santos. Desenvolvido no Estágio Curricular Supervisionado: Educação não-formal, orientado pela Professora Doutora Rosemar Ayres dos Santos.


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

 Boa noite a tod@s!!!

Dando sequência a nossa divulgação de relatos/depoimentos dos nossos participantes a respeito do Projeto Ciências na Escola.
"Como o Projeto Ciências na Escola tem ajudado você?"
Sinta-se convidado a nos enviar o seu depoimento, seja um professor participante ativo!!!!

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "PROFESSORA PARTICIPANTE ATIVA CIÊNCIA ESCOLA TAMPKE DOMBROWSKI Professora Matemática Francisco município Pedro do Butia professora dos anos São Estanislau Guarani Missões. Licenciada Matemática mestre em Modelagem Matemática. "Estamos passando momento profundas transformações, vencermos esse desafio precisamos estar repensando como Relato sobre O projeto!! tecnologia barreiras aliadas Porém das nos deparamos acesso internet alunos, dificulta contato, impede onsigamos com aulas remotas continuar melhor auxiliando promover momento estamos diante muitas experiências certamente projeto contribuindo aprendizagens metodologias renciadas, planejamentos intuito equidade qualidade ensino." CNPq ONTEIRASU"

domingo, 2 de agosto de 2020

É sempre bom dialogar, refletir, se inspirar e encontrar na prática do outro. Então vamos de resultados!!!!!
A professora Franciele Siqueira participante do projeto Ciências na Escola e mestranda do PPGEC/UFFS, juntamente com a escola em que atua a Escola Kennedy do Município de Porto Lucena/RS, esta se desafiando com metodologias didáticas que potencializem a interação com os alunos e o envolvimento destes na realização das atividades. O sentido principal do trabalho é instigar a busca/produção de compreensões para com os conceitos científicos trabalhados.
Segundo a Professora Franciele “A Pandemia está nos mostrando o quanto somos capazes! É com essa compreensão que a formação continuada tem a sua grande contribuição. Obrigada por fazer parte do PPGEC, dos Ciclos Formativos, do Projeto Ciências na Escola- UFFS, Campus Cerro Largo. Com essa participação muitos desafios são lançados. Alunos do 8° e 9° ano Emefp Kennedy também se desafiando para a participação da Olimpíada Nacional de Ciências (06 e 07/08/2020 - Primeira Fase).”
Seguem alguns registros das atividades desenvolvidas na disciplina de Ciências pela professora Franciele, onde ela trabalhou com modelagem nas Ciências utilizando o Google meet como ferramenta para as aulas online e ainda o paint.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Vejam só, pessoal! Aos poucos estão aparecendo mais resultados do nosso grupo/projeto Ciências na Escola.
Em tempos de pandemia,  a professora Franciele Siqueira Radeztke propôs aos seus alunos uma atividade sobre a organização dos seres vivos através da confecção de um boneco de papel. Confira abaixo no vídeo!
Para mais informações, entre em contato conosco pelo nossa  fanpage https://www.facebook.com/projetocienciasnaescoladauffs/



sexta-feira, 29 de maio de 2020

Olá a todos e todas!
Visando contribuir nas discussões e no processo de formação dos participantes do nosso Facegrupo “Ciências na Escola”, estamos promovendo uma sequência de lives que ocorrerá na próxima semana entre os dias 02, 03 e 04 de junho. Cada live ocorrerá na FANPAGE do grupo Ciências na Escola (https://www.facebook.com/Projeto-Ci%C3%AAncias-na-Escola-da-UFFS-100116844946405) e será mediada pelas bolsistas CNPq e CAPES e também mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências PPGEC da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Cerro Largo, Daniele Bremm, Eduarda da Silva Lopes e Débora Kélli Freitas de Melo juntamente do Coordenador do Projeto Ciências na Escola Prof. Dr. Roque Ismael da Costa Güllich, colaboradores e convidados.
É com muita alegria que teremos a honra de contar com a fala das seguintes convidadas:
Taís Regina Hansen, Mestranda em Ensino de Física pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, na TERÇA-FEIRA (02/06) a partir das 9h00 da MANHÃ, realizará a sua fala intitulada: COMO TRABALHAR TEMAS ASTRONÔMICOS A PARTIR DA BNCC EM TEMPOS DE PANDEMIA?
Laura Oestreich, Mestre em Educação em Ciências pela UFSM, na QUARTA-FEIRA (03/06) a partir das 20h00 da NOITE, realizará a sua fala intitulada: AS IMAGENS E O ENSINO EM CIÊNCIAS: UM OLHAR CRÍTICO-REFLEXIVO
Camila Carolina Colpo, Mestranda em Ensino de Ciências pela Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS (Cerro Largo), na QUINTA-FEIRA (04/06) a partir das 14h00 da TARDE, realizará a sua fala intitulada: TEXTOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA COMO ALTERNATIVA PARA ABORDAR A QUÍMICA DOS ALIMENTOS
Preparem um chimarrão, um café ou até mesmo um chá e venham dialogar e discutir conosco!

Caso vocês ainda não tenham curtido nossa página, curtam através do link: https://www.facebook.com/Projeto-Ci%C3%AAncias-na-Escola-da-UFFS-100116844946405

Atenciosamente, EQUIPE CIÊNCIAS NA ESCOLA!

sábado, 23 de maio de 2020


Vocês não sabem o quanto estamos felizes! Chegamos aos 1.000 membros em nosso Facegrupo e contando... Para nós é uma alegria imensa poder compartilhar saberes e experiências aos vários cantos desse mundão, principalmente em tempos de Pandemia. O grupo está voltado ao projeto Ciências na Escola que acontece de forma paralela aos Ciclos Formativos em Ensino de Ciências.
Viva a Ciência! Viva o Ensino! Viva!

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Olá! Como estão? Esperamos que estejam todos bem, em suas casas! :)

Em tempos de pandemia nós, professores, temos que nos virar como podemos e os alunos também, todos em busca de ensino e aprendizagem!

Esse post é para divulgar alguns dos muitos trabalhos desenvolvidos pela professora Luana Hilgert Tonin, juntamente de seus alunos do 6º ano (Ensino Fundamental) sobre os níveis de organização dos seres vivos (células, tecidos, órgãos, sistemas).

Essa atividade foi proposta em conjunto com o Projeto Ciências na Escola.

Mais resultados vocês podem acompanhar através da nossa Fanpage (CURTAM) lá no Facebook: https://www.facebook.com/Projeto-Ci%C3%AAncias-na-Escola-da-UFFS-100116844946405/. E, se caso quiserem ter acesso a diferentes formas de trabalhar durante esse período, solicite entrada em nosso grupo no Facebook^https://www.facebook.com/groups/191543788834039/, lá postamos diferentes atividades para que vocês possam propor aos seus alunos, da mesma forma vocês podem se sentir bem a vontade em postar exemplos e estratégias de atividades para serem trabalhadas pelos professores da área de Ciências (Biologia, Física e Química)